Views: 160

Written by:

Alunos com gripe na escola. E agora?

“Aquela não era uma manhã comum. Não, não era. Era o primeiro dia de aula depois das férias. Joana já sabia que Pedrinho estava muito ansioso para voltar e rever os amigos. Era só nisso que ele falava nos últimos dias: ‘quando eu volto, mamãe?’.

A mochilinha de seu personagem favorito estava pronta, com os cadernos. A lancheira já com o sanduíche com geleia, seu favorito. Quando abriu a porta do quarto, a preocupação de Joana, da noite anterior, se concretizara: Pedrinho ainda estava tossindo.”

Imagine como deve ter sido difícil para Joana decidir se deixaria o filho em casa, ou o levaria à escola. Talvez essa história já tenha acontecido com mães e pais de seu colégio, ainda mais em épocas mais frias. 

O desfecho pode ser muito feliz, caso as instituições e os pais se unam para enfrentar esse desafio! Que tal saber mais? Veja neste artigo como se preparar para que a chegada dos alunos seja tão animada quanto eles esperam! 

Por que os casos de doenças aumentam no frio?

Dos públicos mais atingidos, além dos idosos, as crianças são as que mais sofrem com o frio. É um período de formação do sistema imunológico, por isso esse público está sujeito a ficar doente mais facilmente.

O que pode assustar a escola é a chance de que histórias como a de Pedrinho não seja a única! Já pensou se muitos casos aconteçam simultaneamente? 

O pediatra e colunista do Blog do Pediatra , Dr. Sylvio Renan, comenta que as crianças de 0 a 4 anos sofrem as consequências mais severas. Isso se deve “ao fato de estarem ainda em fase de formação de sua imunidade. Além da relativa imaturidade de suas vias respiratórias”, explica o pediatra.

Algumas condições climáticas podem desencadear problemas de saúde. De acordo com Organização Mundial da Saúde (OMS), a umidade relativa considerada ideal é de até 60%. Muito acima ou muito abaixo desse percentual, por período longo, o organismo já começa a sentir os efeitos.

Quanto menos chuva, tanto menor será o número da umidade relativa do ar. Entre 20% e 30%, a OMS considera como Estado de Atenção. Entre 12% e 20% já é tido como Estado de Alerta. Mas quando o índice é menor que 12%, a situação é de Emergência Sanitária.

O que os médicos orientam para dias muito secos?

Abaixo dos 60%, a umidade relativa do ar interfere na qualidade de vida da população. Conforme o pediatra , quanto mais seco fica o ar, maiores são as chances de proliferação de germes.

Somado ao aumento de particulados suspensos, como a poluição industrial e de outras origens, a situação tende a se agravar. Em comparação aos dias úmidos, as doenças são muito piores quando o tempo está seco.

Asma, bronquite, bronquiolite, gripe e resfriado, rinite e pneumonia são as mais incidentes. As alterações bruscas de temperatura também influenciam ao desencadeamento de tais patologias.

Nessa época, aumenta o fluxo em hospitais e prontos-socorros, analisa o médico, chegando a dobrar a frequência de pacientes, especialmente nos grande centros.

“A intensidade da doença será maior ou menor dependendo do grau de resistência do paciente”, analisa o pediatra. No entanto, Dr. Sylvio recomenda que se busque atendimento médico apenas em casos de real necessidade. Deste modo, evitam-se possíveis contaminações e que o quadro clínico fique prejudicado ainda mais.

Como a escola pode ajudar nesses períodos frios?

A diretora da Escola Infantil Tia Cássia, Kátia Cilene da Silva, comenta que existem orientações direcionadas à equipe interna da escola, para os períodos de frio. Até mesmo para os procedimentos internos, algumas atividades são reorganizadas. “O banho das crianças é adiantado no frio. Em outras épocas é dado ao fim da tarde, mas no inverno isso é feito mais cedo”, conta.

Ela orienta que as crianças estejam agasalhadas nas trocas de ambientes, como quando as brincadeiras são fora da sala de aula. Outra questão, ressaltada por Kátia, é com relação à saída das crianças. “Elas estão quentinhas dentro da sala de aula, por isso é muito importante tomar cuidado para evitar trocas bruscas de temperatura”.

No entanto, apesar das baixas temperaturas, a diretora diz recomendar que as salas não fiquem fechadas o tempo todo, devido ao risco de proliferação de germes e bactérias. E para evitar que casos de doenças de inverno se espalhem, algumas medidas são praticadas. “Com casos de resfriados e gripes, pedimos que as crianças e os funcionários lavem as mãos e utilizem álcool em gel”, disse.

No diálogo com os pais, a diretora costuma pedir que os pais não deixem de levar os filhos à escola por conta do frio. “Orientamos que as crianças estejam agasalhadas. Além disso, os banhos em água quente não devem ser tão longos, pois tendem a deixar a pele ressecada”, contou.

Na escola Pingo de Gente, o diretor Vinicius Sarti conta que são feitas campanhas de vacinação, em parceria com a Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo. “Enviamos comunicados aos pais alertando sobre os riscos de a criança ficar com gripe”, comentou. Na instituição, todos os colaboradores são capacitados com curso de atendimento pré-hospitalar e, no caso de gripes ou outras enfermidades, os pais são contatados.

Comentários

One Response to :
Alunos com gripe na escola. E agora?

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *